PAN - UM NOVO PARADIGMA
Vivemos o fim de ciclo de um paradigma civilizacional esgotado, o paradigma antropocêntrico, cuja exacerbação nos últimos séculos aumentou a devastação do planeta, a perda da biodiversidade e o sofrimento de homens e animais. Impõe-se um novo paradigma, uma nova visão/vivência da realidade, ideias, valores e símbolos que sejam a matriz de uma nova cultura e de uma metamorfose mental que se expresse em todas as esferas da actividade humana, religiosa, ética, científica, filosófica, artística, pedagógica, social, económica e política. Esse paradigma, intemporal e novíssimo, a descobrir e recriar, passa pela experiência da realidade como uma totalidade orgânica e complexa, onde todos os seres e ecossistemas são interdependentes, não podendo pensar-se o bem de uns em detrimento de outros e da harmonia global. Nesta visão holística da Vida, o ser humano não perde a sua especificidade, mas, em vez de se assumir como o dono do mundo, torna-se responsável pelo equilíbrio ecológico do planeta e pelo direito de todos os seres vivos à vida e ao bem-estar.
Herdando a palavra grega para designar o "Todo", bem como o nome do deus da natureza e dos animais, o PAN - Partido pelos Animais e pela Natureza - incarna esse paradigma na sociedade e na política portuguesas.
O objectivo deste blogue é divulgar e fomentar o debate em torno de contributos diversos, contemporâneos e de todos os tempos, para a formulação deste novo paradigma, nas letras, nas artes e nas ciências.
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terça-feira, 20 de maio de 2014
Alargar o círculo da compreensão e da compaixão
“Um ser humano é parte do todo por nós chamado “universo”, uma parte limitada no tempo e no espaço. Nós experimentamo-nos, aos nossos pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto – uma espécie de ilusão óptica da nossa consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e ao afecto por algumas pessoas que nos são mais próximas. A nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos desta prisão ampliando o nosso círculo de compreensão e de compaixão de modo a que abranja todas as criaturas vivas e o todo da Natureza na sua beleza”
- Einstein, The Expanded Quotable Einstein, Princeton University Press, 2000, p.316.
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terça-feira, 4 de março de 2014
"Tudo o que fazemos aos outros seres e à natureza fazemo-lo a nós. Pela meditação, foi-me sendo revelado o mistério da unidade"
“Quanto mais virmos a nossa radical mutabilidade e a nossa interdependência com o mundo e com os outros – e isso até ao ponto de podermos dizer “eu sou tu” ou, então, “eu sou o universo” - , tanto mais nos aproximamos da nossa mais radical identidade. Portanto, para nos conhecermos, não precisamos de dividir e separar, mas de unir. Graças à meditação, fui descobrindo que não há eu e mundo, mas que mundo e eu são a mesma e única coisa. A consequência natural desta constatação – e não creio que seja preciso ser bruxo para o adivinhar – é a compaixão para com todo o ser vivente: não prejudicar nada nem ninguém porque nos apercebemos de que, em última instância, nos prejudicamos a nós próprios se o fizermos. [...] Tudo o que fazemos aos outros seres e à natureza fazemo-lo a nós. Pela meditação, foi-me sendo revelado o mistério da unidade”
- Pablo d’Ors, A Biografia do Silêncio. Breve ensaio sobre meditação, Prior Velho, Paulinas Editora, 2014, pp.36-37.
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
"A simpatia estendida para fora dos limites da humanidade, ou seja, a compaixão para com os animais, parece ser uma das últimas aquisições morais"
Uma passagem luminosa de Darwin que é todo um programa de educação e acção individual e colectiva e que mostra a falácia do darwinismo social:
“À medida que o homem avança na civilização e que as pequenas tribos se reúnem em comunidades mais numerosas, a simples razão indica a cada indivíduo que deve estender os seus instintos sociais e a sua simpatia a todos os membros da mesma nação, se bem que não sejam pessoalmente seus conhecidos.
Atingido este ponto, apenas uma barreira artificial pode impedir as suas simpatias de se estenderem a todos os homens de todas as nações e de todas as raças. A experiência prova-nos, infelizmente, quanto é necessário tempo antes que consideremos como nossos semelhantes os homens que diferem consideravelmente de nós pelo seu aspecto exterior e pelos seus costumes.
A simpatia estendida para fora dos limites da humanidade, ou seja, a compaixão para com os animais, parece ser uma das últimas aquisições morais. […] Esta qualidade, uma das mais nobres de que o homem é dotado, parece provir casualmente do facto de que as nossas simpatias, tornando-se mais delicadas à medida que mais se estendem, acabam por se aplicar a todos os seres vivos. Esta virtude, uma vez honrada e cultivada por alguns homens, expande-se nos jovens pela instrução e pelo exemplo, e acaba por se fazer parte da opinião pública”
- Charles Darwin, A descendência do homem e a selecção sexual.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
A política do futuro já presente, bem como a economia, as finanças e tudo o mais, têm de ser inspiradas pela sabedoria do amor e da compaixão.
Há que nos expormos ao ridículo, para algumas vistas estreitas e por enquanto, de introduzir o amor e a compaixão no discurso e na prática políticos, de trazer valores que esta civilização excluiu da vida pública por serem "femininos" para actividades tradicionalmente consideradas "masculinas". Se os políticos do passado ainda presente só falam de economia e finanças, além de se comportarem como predadores uns dos outros, os políticos do futuro já presente falam e falarão de economia, finanças e tudo o mais, mas sem ataques pessoais e sobretudo com o amor e a compaixão no coração e no pensamento. Amor e compaixão que levem a colocar-nos no lugar do Outro antes de tomar decisões e aprovar leis que o vão afectar, incluindo no Outro todos os outros: trabalhadores, reformados, desempregados, idosos, crianças, jovens, animais domésticos e selvagens, árvores, terras, mares, ares, rios, ecossistemas. Há que integrar o "masculino" e o "feminino" em todas as áreas da nossa vida. A política do futuro já presente, bem como a economia, as finanças e tudo o mais, têm de ser inspiradas pela sabedoria do amor e da compaixão. Sem isso não há outro futuro para as nossas sociedades e o planeta que não seja o agravamento até ao colapso da barbárie já existente.
terça-feira, 26 de março de 2013
"A nossa tarefa deve ser libertarmo-nos, alargando o nosso círculo de compaixão para abranger todas as criaturas viventes, toda a natureza e a sua beleza" - Albert Einstein

"A nossa tarefa deve ser libertarmo-nos, alargando o nosso círculo de compaixão para abranger todas as criaturas viventes, toda a natureza e a sua beleza"
- Albert Einstein
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
"Quando aprendermos a ser compassivos para todos os animais, isso incluirá a Humanidade. A compaixão facilmente atravessa a fronteira das espécies"
"Algumas pessoas perguntam: "Porque é que está a trabalhar para os animais, quando há tantas pessoas que precisam de ajuda?" A resposta é simples: Muitas pessoas que trabalham para os animais pelo mundo fora também trabalham altruistamente para as pessoas. Gostar de animais não significa gostar menos dos humanos. A compaixão origina compaixão. 
- Marc Bekoff

- Marc Bekoff
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sexta-feira, 4 de maio de 2012
“A compaixão pelos animais está intimamente ligada à grandeza de carácter"
“A compaixão pelos animais está intimamente ligada à grandeza de carácter, podendo-se afirmar com segurança que aquele que age com crueldade em relação às criaturas vivas não pode ser um bom homem. Além do mais, essa compaixão flui manifestamente a partir da mesma fonte de onde brotam as virtudes da justiça e do amoroso afecto em relação aos homens”.
- Schopenhauer, O Fundamento da Moral.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Para uma política com coração
"Para ser compassivo e justo, um governo deve proteger todos os que vivem sob a sua alçada, não apenas aqueles que acontece serem humanos" - Norm Phelps, "The Great Compassion", New York, Lantern Books, 2004, p.54.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011
“Assim é o homem superior afectado pelos animais, que, vendo-os vivos, não pode suportar vê-los morrer"
“Assim é o homem superior afectado pelos animais, que, vendo-os vivos, não pode suportar vê-los morrer; tendo escutado os seus choros de morte, não pode suportar comer a sua carne. E por isso ele mantêm-se longe de matadouros e de cozinhas.”
- Confúcio (Mencius, Livro I King of Liang, capítulo VII, 8).
É urgente uma cultura da compaixão.
- Confúcio (Mencius, Livro I King of Liang, capítulo VII, 8).
É urgente uma cultura da compaixão.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Compaixão felina... palavras para quê?
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
"Porque a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro"
A piedade é, realmente, uma grande fonte de lucro para quem se contenta com o que tem. Pois nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isso. Mas os que querem enriquecer caem na tentação, na armadilha e em múltiplos desejos insensatos e nocivos que precipitam os homens na ruína e na perdição. Porque a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro. Arrastados por ele, muitos se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições.
- Paulo Tim 6, 6-10
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Porque nunca se fala em política de amor, compaixão, felicidade?
Porque é que na política actual nunca há lugar para se falar de amor e compaixão, amor e compaixão pelos homens, pelos animais, pela natureza? Porque nunca se fala de felicidade e daquilo que a todos mais importa? Porque é que a política se tornou uma coisa enfadonha e suspeita, para homens cinzentos e engravatados, com as mentes cheias de números, palavras ocas e cálculos eleitorais?
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