PAN - UM NOVO PARADIGMA

Vivemos o fim de ciclo de um paradigma civilizacional esgotado, o paradigma antropocêntrico, cuja exacerbação nos últimos séculos aumentou a devastação do planeta, a perda da biodiversidade e o sofrimento de homens e animais. Impõe-se um novo paradigma, uma nova visão/vivência da realidade, ideias, valores e símbolos que sejam a matriz de uma nova cultura e de uma metamorfose mental que se expresse em todas as esferas da actividade humana, religiosa, ética, científica, filosófica, artística, pedagógica, social, económica e política. Esse paradigma, intemporal e novíssimo, a descobrir e recriar, passa pela experiência da realidade como uma totalidade orgânica e complexa, onde todos os seres e ecossistemas são interdependentes, não podendo pensar-se o bem de uns em detrimento de outros e da harmonia global. Nesta visão holística da Vida, o ser humano não perde a sua especificidade, mas, em vez de se assumir como o dono do mundo, torna-se responsável pelo equilíbrio ecológico do planeta e pelo direito de todos os seres vivos à vida e ao bem-estar.

Herdando a palavra grega para designar o "Todo", bem como o nome do deus da natureza e dos animais, o PAN - Partido pelos Animais e pela Natureza - incarna esse paradigma na sociedade e na política portuguesas.

O objectivo deste blogue é divulgar e fomentar o debate em torno de contributos diversos, contemporâneos e de todos os tempos, para a formulação deste novo paradigma, nas letras, nas artes e nas ciências.

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domingo, 18 de novembro de 2012

Estranhas pessoas...

Estranhas pessoas que defendem os animais sem defenderem os homens e a natureza. Estranhas pessoas que defendem os homens sem defenderem os animais e a natureza. Estranhas pessoas que defendem a natureza sem defenderem os homens e os animais.

domingo, 6 de novembro de 2011

“Há uma espécie de respeito e um dever no homem como género que nos liga não apenas aos animais, [...] mas até às árvores e plantas"





“Há uma espécie de respeito e um dever no homem como género que nos liga não apenas aos animais, que têm vida e sentimentos, mas até às árvores e plantas. Devemos justiça aos homens: e, às outras criaturas capazes de as receber, devemos doçura e bondade. Entre elas e nós há alguma espécie de relação e um grau de obrigação mútua”



– Michel de Montaigne (1533-1592).

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"Nós sabemos o que os animais fazem..."

"Nós sabemos o que os animais fazem, quais são as necessidades do castor, do urso, do salmão e das outras criaturas, porque, outrora, os homens casavam-se com eles e adquiriram este saber das suas esposas animais (...). Os Brancos viveram pouco tempo neste país e não conhecem grande coisa a respeito dos animais; nós, nós estamos aqui desde há milhares de anos e há muito tempo que os próprios animais nos instruíram. Os Brancos anotam tudo num livro, para não esquecer; mas os nossos ancestrais desposaram os animais, aprenderam todos os seus usos e fizeram passar estes conhecimentos de gerações em gerações" - declarações dos Índios a um antropólogo canadiano citadas por Claude Lévi-Strauss, em "La Pensée Sauvage".

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Que é o ser humano sem os animais?"

"Que é o ser humano sem os animais? Se os animais deixassem de existir, os seres humanos morreriam com a grande solidão do coração. Pois tudo quanto acontece aos animais logo há-de acontecer também aos seres humanos. Todas as coisas estão interligadas.

O que quer que aconteça à Terra, há-de acontecer também aos filhos da Terra"

- discurso do chefe índio de Seattle.