PAN - UM NOVO PARADIGMA
Herdando a palavra grega para designar o "Todo", bem como o nome do deus da natureza e dos animais, o PAN - Partido pelos Animais e pela Natureza - incarna esse paradigma na sociedade e na política portuguesas.
O objectivo deste blogue é divulgar e fomentar o debate em torno de contributos diversos, contemporâneos e de todos os tempos, para a formulação deste novo paradigma, nas letras, nas artes e nas ciências.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
“[...] a questão é: ou salvar a Terra ou fazer bons negócios. Trata-se de uma disjunção exclusiva: ambas as propostas não são simultaneamente viáveis"
terça-feira, 23 de julho de 2013
"[...] o veganismo é uma recusa em participar na violência que afecta a sociedade como um todo"
- Joseph M. Smith, The Threat of veganism.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A Ética e a Política
A exigência de ética política pode parecer um lirismo ingénuo e irracional, nos tempos que correm e na nossa sociedade utilitarista e economicista, onde está implícito que a ética seja última das preocupações.
Não pensamos assim. Pelo contrário, entendemos que a ética deve ser a primeira de todas as considerações, por marcar a mais importante de todas as fronteiras e o critério de avaliação das escolhas políticas e dos seus actores.
Como ficou claramente esclarecido, não se ataca minimamente o povo da China, e muito menos a sua respeitabilíssima cultura multimilenar - estando apenas em causa as práticas do actual governo chinês e a decisão do governo Português na venda de capital da EDP. Por isso mesmo, tem especial cabimento citar um grande sábio da China ancestral (Confúcio): “Já vi pessoas incapazes da ciência; mas nunca vi nenhuma incapaz da virtude”.
Ora, antes de exigirmos que as acções políticas sejam competentes e tecnicamente eficazes, há que esperar que sejam virtuosas, de acordo com valores éticos. A competência técnica destituída de princípios, de valores, pode levar às criações mais hediondas, como a história nos mostra claramente (e, de resto, o actual sistema chinês é disso exemplo manifesto).
Não basta, é certo, a boa intenção, sem um conhecimento adequado e sem uma actuação lúcida. Mas muito pior ainda, e de todo inaceitável, por nos expor (a tudo e a todos) aos riscos mais extremos, são as decisões que ignoram e espezinham a ética, convivendo sem consciência com os que são capazes das maiores violências, atrocidades e desrespeitos para com a Vida.
Tal certamente, é o caso do regime chinês, que tem uma reiterada prática de desrespeito pelos direitos e valores fundamentais, de perseguições, de crimes e de intolerância para quem se desvia um pouco do que é ditado como “doutrina oficial”. Em termos externos, há décadas que vai sujeitando à sua tirania e a abusos e arbitrariedades de todo o género, um país e um povo inteiro – o do Tibete –, prosseguindo sistemática e implacavelmente o genocídio da sua população e da sua cultura – apesar de esta ser reconhecidamente pacífica e gentil.
Só a completa despreocupação com a ética é que permite negócios com um governo que está a promover uma outra invasão, à escala global, dominando os recursos económicos de inúmeras nações, quase continentes inteiros. Perante isto, as ditas democracias liberais permanecem indiferentes, cabendo-nos perguntar se só despertarão quando os pesadelos que agora atormentam alguns menos imediatistas no seu pensamento se tiverem volvido em realidades brutais. Mas onde não ética, até as incoerências parecem não envergonhar. É assim que essas democracias liberais (e capitalistas), que outrora censuravam o regime chinês, agora podem com ele andar de braço dado. É assim, também, que se pedem (exigem!) sacrifícios, poupanças e restrições ao consumo, quando jamais se censurou, antes se admiram com fascínio, os incentivos ao consumismo. É assim, igualmente, que o regime socialista-comunista chinês desenvolve o mais formidável e agressivo sistema capitalista. Tudo, sempre, orientado para “sacar”.

