PAN - UM NOVO PARADIGMA

Vivemos o fim de ciclo de um paradigma civilizacional esgotado, o paradigma antropocêntrico, cuja exacerbação nos últimos séculos aumentou a devastação do planeta, a perda da biodiversidade e o sofrimento de homens e animais. Impõe-se um novo paradigma, uma nova visão/vivência da realidade, ideias, valores e símbolos que sejam a matriz de uma nova cultura e de uma metamorfose mental que se expresse em todas as esferas da actividade humana, religiosa, ética, científica, filosófica, artística, pedagógica, social, económica e política. Esse paradigma, intemporal e novíssimo, a descobrir e recriar, passa pela experiência da realidade como uma totalidade orgânica e complexa, onde todos os seres e ecossistemas são interdependentes, não podendo pensar-se o bem de uns em detrimento de outros e da harmonia global. Nesta visão holística da Vida, o ser humano não perde a sua especificidade, mas, em vez de se assumir como o dono do mundo, torna-se responsável pelo equilíbrio ecológico do planeta e pelo direito de todos os seres vivos à vida e ao bem-estar.

Herdando a palavra grega para designar o "Todo", bem como o nome do deus da natureza e dos animais, o PAN - Partido pelos Animais e pela Natureza - incarna esse paradigma na sociedade e na política portuguesas.

O objectivo deste blogue é divulgar e fomentar o debate em torno de contributos diversos, contemporâneos e de todos os tempos, para a formulação deste novo paradigma, nas letras, nas artes e nas ciências.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O PAN começa a incomodar muita gente

Após os quase 58000 votos e a quase eleição de um deputado, após a tentativa de silenciamento durante a campanha eleitoral, multiplicam-se agora em vários órgãos de comunicação social ataques, desconsiderações e tentativas de ridicularizar o PAN, com excepção da referência positiva de Marcelo Rebelo de Sousa ontem na TVI. Ontem mesmo, o cronista José Diogo Quintela, na revista do "Público", tenta achincalhar as seguintes passagens do nosso programa político: "Promover o abandono da industrialização de carne de animais (...) incentivando a promoção do vegetarianismo como dieta mais saudável, mais ética e menos poluente"; "no que respeita às históricas tomadas de consciência moral e ética da humanidade, a recusa do esclavagismo, do racismo e do sexismo deve completar-se com a da discriminação baseada na espécie".
É natural que, presas de hábitos milenares e incapazes de compreender o novo paradigma que o PAN representa, muitas pessoas se sintam incomodadas por colocarmos o dedo na ferida desta civilização cega e desumana e reajam condicionadas pelo medo de tudo o que é novo. É um bom sinal. Sinal de que estamos no bom caminho. Vamos em frente, pelo bem de tudo e de todos, incluindo daqueles que nos atacam, caluniam e ridicularizam.

2 comentários:

Lelé Batita disse...

Não te deixes intimidar, amigo! A razão está do teu lado, não do lado daqueles que te ridicularizam. O caminho é difícil e longo, mas é o certo e o justo, por isso há que continuá-lo!
Não sabia que o Marcelo Rebelo de Sousa tinha feito uma referência positiva. Gostei de saber.
Um forte abraço e toda a minha solidariedade.

Austin Powers disse...

Acho que se devia começar a promover um slogan do tipo "Uma refeição do dia sem carne ou peixe". Não se conseguiria isso num programa infantil? Acho que era um bom sitio para começar. Todas as crianças adoram animais e assim começava-se a cultivar essa mentalidade mais vegan por amor aos animais.

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